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a m o r o s a m e n t e

Talvez sinta demais, mas se não fosse assim perdia a graça.

a m o r o s a m e n t e

Talvez sinta demais, mas se não fosse assim perdia a graça.

Qua | 29.11.17

ver a cor em tons de cinzento;

Helena Alegria

por vezes temos de cair

para nos levantarmos

com toda a magia

de simplesmente poder erguer de novo

 

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[Photo by Sushobhan Badhai on Unsplash]

 

Nem todos os dias são bons. Por vezes deparamo-nos com situações imprevisíveis, por outras o caos toma conta de nós...

Quero que saibas que nem tudo é mau. Que o que hoje é um pesadelo é o que trás as maravilhas do que és amanhã. Quero que saibas que a chuva pode durar dias, semanas... Até meses! Mas o sol sempre voltará a brilhar.

Já viste alguma planta se erguer sem chuva? E sem sol? Verdade seja dita que tudo faz falta. Os altos e baixos; os picos, a adrenalina; o desespero, a agonia...

Eu já passei por muitas tempestades, tu também. Ainda haveremos de passar muitas mais. Mas espero que saibas que são necessárias para florescermos e nos tornarmos sempre uma planta mais única e forte. É todo um percurso que temos que fazer, onde sorrimos, choramos, aprendemos de tudo! Aprendemos a viver... Cada um com as suas lições. Mas todos, sem exceção, estamos aqui para crescer!

E nem todos os dias são bons. Vais querer desistir. Vais chorar que nem uma nuvem que trás uma grande tempestade. Vai haver até vezes que não vais querer sair da cama. Mas, honestamente? Acho que vale a pena, sim. Não porque o dizem por aí, não porque “um dia melhora”, mas porque tudo o que aparece no meio do caos, é o que faz a viagem fazer a pena.

São as pequenas coisas, os detalhes, os afetos, o pequeno que faz o nosso coração vibrar grandemente... Tudo isso, trás cor a qualquer dia cinzento.

Seg | 27.11.17

balas no meu peito;

Helena Alegria

cada um segue o seu caminho

de coração apertado

pergunto-me se te aperta tanto

como a mim, que chega a doer

 

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[Photo by Jens Lelie on Unsplash]

 

É uma sensação estranha. É um vazio. É uma quebra na rotina que eu achava eterna. É o fim de um ciclo que eu achava não ser só uma fase...

Foste embora, e eu, de lágrimas no rosto, segui o caminho também. Agora não tenho quem me levante, quem me puxe pela mão, quem me agarre simplesmente, quem me carregue no coração.

Pensava que estávamos bem, mas a distância e o silêncio acolheram-nos rapidamente nestes últimos tempos. Ainda não me ergui completamente, para ser sincera... Parece que um comboio a alta velocidade me apanhou... Parece que estava no local errado à hora errada... Parece que não é verdade, um pesadelo do qual suplico que me acordem.

Mas a verdade há que ser encarada. Trago os estragos de um coração mal tratado depois do que pareceu um tiroteio onde disparavam para todo o lado. Fui atingida, mas não estou ralada. O que me destroça é ter-te visto de arma em punho e eu própria ter na minha mão também e puxar o gatilho.

Não queria que acabasse assim. Até pensava que não acabasse. Mas por vezes as coisas complicam-se, e na hora de falar as palavras são balas que nos destroem totalmente. Caminho para a recuperação. Apesar de não parecer, lá no fundo tenho esperança de tanto estrago ainda ter solução.

Qua | 22.11.17

Bosques mal encaminhados.

Helena Alegria

num sopro trazido pela tempestade

sei que hoje tudo é maldade

encontro-te e desencontro-te com toda a facilidade

para no fim tudo fugir, inclusive a felicidade

Foi uma loucura o que quer que seja que te trouxe até mim. Era algo deveras insano para achar que não acabaríamos, obviamente, assim!

Aquela brisa suave que me encaminhou até onde cheguei, hoje é uma forte tempestade que me acorrenta onde eu não quero estar.

Foste um feitiço mal encaminhado, um homem mal amado... Um desgosto amaldiçoado, que me fez acreditar que só eu faço errado.

No início os pássaros cantavam, o sol brilhava... O perfume das flores era profundo mas ao mesmo tempo inalcançável... Tu também o eras. Ou assim o parecias...

Mas no guião não falava de escuridão. Não falava das sombras que ao anoitecer apoderavam-se de quem eu trazia pela mão... Falava em amor, falava em paixão. Falava num vermelho apaixonante e não naquele sangrento ao qual eu negava qualquer atenção!

Então entardeceu... O sol rapidamente fez o seu caminho para o seu habitual esconderijo. Quando as corujas abrem os olhos, quando os morcegos rasgam os céus... Eu vi a maldade nas tuas pupilas dilatadas, eu vi o mal que tu encarnavas.

Fiquei assombrada por alguém que acorrentou o meu coração. Tens um ar de Don Juan, mas se prestas? Não!

Então fico à espera do dia em que o sol suba ao sítio onde pertencia. No topo do céu e no topo do meu peito... Esta frieza que hoje carrego? Há de ser derretida pelo certo sujeito.

Seg | 20.11.17

era fresco e agora frio;

Helena Alegria

uma mão amiga

guiava-me pelo labirinto

chegou à saída

e eu perdi aquele abrigo

 

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[Photo by Peter Hershey on Unsplash]

 

São palavras que me remoem em todas as línguas. São símbolos que me assombram por cada cultura que enfrento. São significados de algo que ficou por ser dito, oportunidades que o vento levou e foram ultrapassadas pelo senhor tempo.

Olho para trás e preencho-me de incógnitas. Olho para trás, para onde a tua sombra me acompanhava. Hoje nada entendo, só dou pela falta do conforto que era ter a frescura do teu ser a arrefecer o calor abrasador do sol a meio da tarde, numa tarde de verão que trás quarenta graus aparentemente eternos.

Queria que fossemos essa parecença. Queria que fossemos eternos. Viemos de mãos dadas mas o destino forçou-nos a largá-las. Afastados por caminhos incompatíveis... Viveste as tuas lições, eu vivi as minhas. Hoje pergunto-me se posso voltar...

Espero à tua porta, um quarto para as duas, sento-me no degrau gelado, espero madrugada fora. Tu dormes, ressonas se for preciso. Abraçado à vida que hoje é exclusivamente tua. Deixámos de ser uma dupla, passámos a ser o nosso próprio suor, que se produz sem fim em pleno verão.

Mas será que tudo valeu a pena? A distância que nos separa, que me assombra durante a madrugada? Foste o meu porto de abrigo, foste mais que um amigo. Foste tanto que hoje és nada. E eu choro por não ser desapegada...

Por isso abre essa porta que nos separa. Levanta-te, mesmo apesar de ser tarde, vem à janela e espreita em direção à tua porta... Eu hei de lá estar. Naquele degrau que me arrefece... Agora somos apenas inverno, mas amanhã novamente amanhece. Vamos aquecer as nossas almas onde elas pertencem. Agarrar as mãos que melhor se conhecem...

Qua | 15.11.17

nuvens de fumo;

Helena Alegria

gota a gota

estás lá tu

no sangue vermelho

és o que há de azul

 

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[Photo by Anthony Intraversato on Unsplash]

 

Olho à minha volta e pergunto-me o que se passa comigo. Pergunto-me também onde me encontro. Não me reconheço, não percebo como vim aqui parar...

Um turbilhão de emoções que me levam a ti. São atrações fatais que levam por maus caminhos. Afinal tu és um pedaço de mau caminho só por ti...

Nuvens de fumo envolvem-nos e eu não percebo. Corres-me no sangue mas eu não entendo. Porquê gente como tu? Tão diferente do meu mundo... Apaixonei-me pelo proibido e hoje proíbo-me de mim mesma. Mas o teu género está no meu ADN, talvez seja a tua raça que eu encontro em mim mas não sei revelar.

E no meio de caminhos cheio de pedras, os pés doem-me, eu sento-me no chão. Tu dás-me a mão, levantas-me... Pegas-me e levas-me ao colo. És o meu grande problema, o meu grande dilema. Mas mesmo com chagas de gato preto tu estás lá. Num cavalo alado, no meio da neblina. Afinal eu ainda sei quem sou... Não fujo de mim, muito menos de ti, só sou mais do que um dia fui. Mais de mim? Mais de nós...

Mas repentinamente acordo. Confusa, baralhada... Sozinha! Acompanhada de lençóis que só refletem a minha forma, mas também a solidão de tu não estares cá. Bato à tua porta, não obtenho resposta. Chamo por ti mas esta rouquidão parece que sufoca.

Sufoca-me o beijo que hoje é escasso. O cheiro que falta no meu quarto. O abraço que ainda não achei. Pergunto a Deus porque ainda não te encontrei...

Seg | 13.11.17

a tempestade em forma humana;

Helena Alegria

a tempestade chegou

e tu distanciaste-te

foste à procura de outro lugar

um lugar quente e solarengo

 

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[Photo by Chris Lawton on Unsplash]

 

Sou a tempestade que percorre os sete mares, mas quando em terra deixo o sol brilhar. Quando te descobri permaneci quieta. Permaneci quieta tanto tempo que os ventos se apoderaram de mim. Levei a tempestade até terra por ti. Estava cega de amor e às minhas regras eu cedi.

Hoje não podes sair de casa, todos sabem do alerta vermelho que anda por aí. Vermelho vivo como o que me corre pelas veias, sangue puro que um coração apaixonado bombeia.

Permaneço em terra pois não te posso deixar. Não posso ou um fraco coração não me permite?

Olhei-te nos olhos. Procurei-te pela alma. Mas para minha grande surpresa ela desvanecia da minha vista.

Perguntei-te o que se passava, mas só te distanciei mais.

No meio de grandes furacões tu percebeste que eles me perseguiam.

Tu sabias que eu devia voltar a embarcar, rumo ao horizonte, longe do teu olhar, ainda mais longe do teu peito. Tu imploraste que eu te deixasse pois não eras a única vítima. Num raio de 10 quilómetros todos estavam presos e cheios de receio, todos no meio de tamanha agonia.

Eu teimei em não partir. Tu fizeste as malas rumo a um destino onde eu jamais chegaria. Segurei-te pela mão mas tu saíste porta fora. Chorei desalmadamente o que fez parar a tempestade lá fora.

O sol brilhou de novo perante as minhas lágrimas. Não sei para onde foste, mas sei para onde vou... A caminho do cais, de mãos a abanar, coração gelado como o vento que me acompanhou, sigo o meu percurso de volta às misteriosas profundezas de alguém que ama a todo custo, a sacrifício puro, regida pela lua, afundo de novo na casa que jamais abandonarei.

Sex | 10.11.17

sobre o meu projeto para um certo fórum;

Helena Alegria

Olá. Hoje venho com um post de última hora. Eu gosto muito de edição de vídeo. E também adoro a cantora Taylor Swift, tanto que costumo andar pelo fórum Taylor Swift Portugal.

Talvez saibam que o álbum da mesma saiu hoje. Então... Lá no fórum vão fazer uma listening party amanhã, sábado, pelas 22 horas. Eu basicamente fui quem editou o vídeo de propaganda para este evento.

Então, por não ter nada de especial para falar hoje e por estar bastante feliz por ter feito este vídeo e pelo seu resultado, deixo-vos aqui, pelo menos, o vídeo.

Quem tiver curiosidade, é só aparecer por lá amanhã à noite. Há sempre espaço para mais gente!

Lamento não ter um desabafo mais bem estruturado para hoje, mas já que estou tão orgulhosa deste projeto, achei por bem partilhá-lo aqui.

Qua | 08.11.17

a meio do percurso;

Helena Alegria

amor que me põe doente

 a dor que eu não aguento

o coração que rasteja aos teus pés

uma boca cheia de lamentos

 

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[Photo by Kinga Cichewicz on Unsplash]

 

Já fui a garota apaixonada por mundo e meio. Já fui a garota que se encantava com o universo inteiro.

Queria voltar à simplicidade antiga. Queria deixar de ser aquela que tanto complica. Apesar de tudo era bom que a dor no peito fosse o único prato do dia.

Mas o balão estoira, e a gente implora que todas as dores que nos rodeiam vão embora.

Eu olho para ti, no fundo dos teus olhos... O meu receio aumenta, acordam todos os meus demónios...

Um coração sofrido isola-se do mundo, pensando que assim estará protegido. Mas tonto não é o destino, é o que aquela garota, hoje algo crescida, trás ao peito como se fosse castigo.

E no meio de frases soltas ele deixa-me um sorriso. Sempre quis saber como seria dar tal felicidade a alguém... No meio de tantos fracassos, amores desperdiçados... Alguns até eternizados! Aquela garota de ontem, a senhora de amanhã... Onde se encontra ela às quatro da manhã?

Joga com as palavras de tanto jogarem com o seu coração. Afinal mestre é aquele que sempre prestou atenção. Ela pode ser tola, mas enxerga o que está mesmo debaixo do seu nariz... Custou-lhe uma grande solidão... Hoje ela vai procurando ser feliz.

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